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A qualidade de todo produto originado de um vegetal depende diretamente de dois fatores fundamentais: primeiro, das condições naturais do local onde é cultivado o vegetal. Segundo, das boas técnicas de produção, especialmente importantes quando o processo é artesanal, como no caso da cachaça de alambique.
O projeto para produzir a Cachaça DOMINISTRO surgiu em meados da década de 1990, para aproveitar as condições naturais especialmente favoráveis do clima, do solo, da água e da topografia de Alexânia, Goiás, para o cultivo da cana destinada à produção de um destilado de qualidade superior.
O clima da região tem estações chuvosa e seca bem definidas. O solo é leve, plano e bem drenado, com acidez corrigida facilmente para o pHideal para o plantio da cana. A altitude e a localização livres de geadas, e água pura e leve, isenta de minerais - tudo converge para formar ambiente propício à obtenção de um excelente caldo, extraído de canas de variedades aclimatadas à região, cultivadas com as melhores práticas de rotação de cultura, adubação e colheita.
A cana limpa é moída antes de 24 horas de colhida. Ao sair da moenda, o caldo extraído passa diretamente para ambiente fechado, protegido contra contaminação externa, onde é cuidadosamente decantado e diluído com adição de água filtrada para o grau Brixadequado para a fermentação. A água levemente ácida, captada de nascente próxima ao Alambique, contribui para conferir ao caldo o pH correto. Em manhãs frias, o caldo é aquecido por serpentinas de vapor para favorecer a proliferação desejada dos microorganismos naturais que convertem a sacarose da cana no álcool aromático típico da boa cachaça.
Passado vagarosamente para dornas de aço inoxidável que asseguram alto nível de higiene, o caldo diluído fermenta pela ação desses microorganismos, fortalecidos pelo “pé de cuba” previamente preparado com milho cultivado e colhido na própria fazenda.
Esses cuidados especiais aplicados na colheita diária manual da cana, na higiene total no manejo do caldo e em sua cuidadosa fermentação culminam na destilação lenta, efetuada no alambique de cobre aquecido por serpentinas de vapor que permitem controle preciso da temperatura – o que contribui para reduzir ao mínimo a presença de componentes indesejáveis no destilado. A destilação por bateladas de mil litros de caldo fermentado (“vinho”) de cada vez permite que se retenha, do destilado resultante de cada batelada, somente a parcela chamada “cachaça de coração”. A porção inicial do destilado, denominada “cachaça de cabeça”, é desviada para recipiente separado e serve exclusivamente para produção de pequenas quantidades de álcool, utilizado na limpeza do próprio alambique. O controle permanente da graduação alcoólica ao longo da destilação permite interrompê-la antes de chegar-se à fração final, conhecida como “cachaça de cauda”, na qual estão contidos ingredientes indesejáveis e que por isso não podem ser adicionados à cachaça, embora ainda contenham parcela de álcool.
Aproveita-se assim menor quantidade do destilado, mas se garante a alta qualidade da Cachaça DOMINISTRO.
Ao cabo de alguns dias de destilação, formam-se “lotes” de até cinco mil litros de cachaça, armazenados inicialmente em caixas de aço inox e daí repassados para dornas de jequitibá. Desses lotes são extraídas amostras para análise laboratorial. Confirmado o padrão de identidade e qualidade estipulados pela regulamentação governamental, uma parte da cachaça é destinada ao envelhecimento em barris de carvalho com capacidade de 180 a 300 litros cada (cachaça amarela ou ouro) e outra para dornas de jequitibá (cachaça prata).
A Cachaça DOMINISTRO produzida até 2005 e armazenada nos barris de carvalho foi posta à venda sob a denominação “Ouro”. A cachaça que permaneceu armazenada nas dornas de jequitibá foi engarrafada e rotulada com o denominação Cachaça DOMINISTRO Prata.
Em ambos os casos, sem adição de cachaça nova, o que a intitularia a ser classificada como “cachaça envelhecida”.
A partir de 2006, o processo de envelhecimento passou a ser controlado oficialmente pelo Serviço de Inspeção do Ministério da Agricultura (vide Instrução Normativa nº 13). Naquele ano, e nos anos seguintes, lotes de barris de carvalho com a Cachaça DOMINISTRO foram lacrados pelos fiscais daquele Ministério.
Parte desses barris foi aberta em 2008, na presença dos fiscais governamentais, extraindo-se um lote de 6.631 garrafas numeradas de Cachaça envelhecida, classificada como “Cachaça Premium”, de acordo com o regulamento oficial aprovado pela Instrução Normativa nº 13.
Em 2009, passado o prazo de três anos a partir da data em que os barris foram selados, os fiscais governamentais supervisionaram a abertura de outro lote, do qual foram extraídas mais 19.777 garrafas numeradas – estas classificadas como “Cachaça Extra Premium”, sempre de acordo com o regulamento oficial da Instrução Normativa nº 13.
O criterioso e esmerado processo de produção e o longo prazo de armazenamento em barris conferem singular qualidade à Cachaça DOMINISTRO.
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